terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A cultura do tomateiro

Cultivar tomateiro em estufa constitui uma prática útil quer na perspectiva comercial quer na horta-caseira. São inúmeras as vantagens. Todavia, os cuidados e o conhecimento são cruciais para que a cultura decorra sem problemas que compremetam a produção. Saliento alguns dos aspectos que considero importantes.

- compasso de plantação
A distância das plantas entre linhas e dentro da linha é de primordial importância.
Ajustar a densidade de plantação ás nossas condições. Isto é, de acordo com a época do ano, com a altitude, vigor da cultivar, fertiliade do solo.

- entrada de luz
Influencia a vida útil das folhas, a rapidez entre a deiscência do pólen e a sua germinação. Por conseguinte o tempo até que chegue aos ovários, ocorra a fecundação, multiplicação celular e aumento do tamanho das células, ou seja, o aumento de tamanho do fruto.

- arejamento
Influencia as condições que favorecem o desenvolvimento dos fungos.

- problemas fitossanitários do tomateiro
fungos, tais como o mildio, a podridão cinzenta (botritis).
pragas, tais como mosca branca, afídeos, ácaros, lagarta mineira das folhas e outras lagartas.
vírus e nemátodes.

A figura pretende mostrar o perfil de uma planta em processo de vingamento de fruto e crescimento do fruto.





Dado que a cultura se desenvolve em condições atmosféricas de elevada humidade, pouca luz solar, temperatura amena a baixa, alguns problemas fitossanitários começam a surgir. Neste caso trata-se de mosca branca das estufas (Trialeurodes vaporariorum).



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A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos afídeos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas.
Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante.
Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim tal como os pulgões, a mosca-branca também expele as substância açucarada não assimiladas pelo seu organismo e deposita sobre a folha e permite assim o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo saprófita (cor escura) que forma uma barreira fisica impedindo a fotossíntese nas plantas.
Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro).

A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brocolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de plantio isento da praga, eliminação rápida de plantas atacadas e restos culturais de outras culturas são ações que evitam a infestação por mosca branca.

Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional, podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

Os produtos químicos de síntese a aplicar, homolgados para a produção integrada são:
- pimetrozina
- bifentrina
- lambda-cialotrina
- imidaclopride
- tiametoxane
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