sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Biopesticidas e biofertilizantes

Video Pesticidas na Biosfera

Porquê os biofertilizantes e biopesticidas

Os Biofertilizantes e os Biopesticidas são baseados em materiais de origem vegetal, animal e de origem microbiana que contenham certos macro ou micro nutrientes que podem ser utilizados pelas plantas após a aplicação nos solos agrícolas. A utilização dos biofertilizantes e biopesticidas contribuirá para salvaguardar a saúde do solo e para melhorar a qualidade dos produtos vegetais.Quando confrontados com uma doença ou praga nas suas culturas, muitos cidadãos e profissionais procuram a solução mais eficaz para a resolução do problema. Muitos biofertilizantes e biopesticidas podem satisfazer essas necessidades fornecendo controlo eficaz com o mínimo impacto ecológico.Na agricultura biológica é a solução mais viável e económica. No entanto, usando indevidamente qualquer produto poderá resultar ineficaz face ao problema e pode mesmo prejudicar as culturas.O Curso de BioFertilizantes e Biopesticidas em Horticultura, Fruticultura e Vinha tem como objectivo dar-lhe a conhecer quais as plantas com poderes fertilizantes, fungicos e pesticidas; as suas propriedades; como as utilizar; assim como as receitas de biofertilizantes e biopesticidas e aplicação prática dos conhecimentos.

PROGRAMA DO CURSO BIOFERTILIZANTES E BIOPESTICIDAS

1. Biofertlizantes, Biopesticidas e Extractos Vegetais

1.1. Origens

1.2. Tipos de extracção

1.2.1. Tisanas

1.2.1.1. Maceração a Frio

1.2.1.2. Decocção

1.2.1.3. Infusão

1.2.2. Hidroalcoólica

1.2.3. Destilação a vapor

1.3. Definição de Terminologia e Âmbito do Curso

1.3.1. Biopesticidas de origem não-vegetal

1.4. Modos de Acção dos Biopesticidas

2. Matérias-Primas e Equipamento

2.1. Água, Solução Hidroalcoólica e Óleos Essenciais

2.1.1. Origem

2.1.2. Controlo de Parâmetros de Qualidade

2.2. Material Vegetal

2.2.1. Tipos

2.2.1.1. Fresco

2.2.1.2. Seco

2.2.2. Propagação e Recolha

2.2.2.1. Gestão de Espaços

2.2.2.2. Condições Ideais de Propagação e Recolha

2.3. Condições e EquipamentosBiofertlizantes e Biopesticidas

2 / 32.3.1. Local

2.3.2. Preparação

2.3.3. Armazenamento

2.3.4. Aplicação

2.4. Adjuvantes e Complementos

3. Metodologias de Acompanhamento e Controlo

3.1. Preparação, Acompanhamento e Controlo

3.1.1. Fermentação

3.1.2. Extracção

3.2. Interrupção da Fermentação e Extracção

3.3. Estabilizações

3.4. Desodorizações

4. Aplicação de Macerações

4.1. Água de Pulverização e Dinamização

4.2. Como e Quando Aplicar Biopesticidas

4.2.1. Regra Geral

4.2.2. Casos Específicos

4.3. Compatibilidades

4.4. Macerações Compostas e Composição de “Cocktails”

5. Formulações específicas

5.1. Urtiga _ Urtica dioica

5.2. Fetos _ Pteridium aquilinum

5.3. Consolda_Symphytum officinalis

5.4. Alho_Allium sativum

5.5. Absinto_Artemisia absinthium

5.6. Lavanda_Lavandula officinalis

5.7. Piretro_Tanacetum cinerariifolium

5.8. Arruda_Ruta graveolens

5.9. Salva_Salvia officinalis

5. Outras (Opuntia ficus indica, Trigonella foenum grecum…)

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A cultura do tomateiro

Cultivar tomateiro em estufa constitui uma prática útil quer na perspectiva comercial quer na horta-caseira. São inúmeras as vantagens. Todavia, os cuidados e o conhecimento são cruciais para que a cultura decorra sem problemas que compremetam a produção. Saliento alguns dos aspectos que considero importantes.

- compasso de plantação
A distância das plantas entre linhas e dentro da linha é de primordial importância.
Ajustar a densidade de plantação ás nossas condições. Isto é, de acordo com a época do ano, com a altitude, vigor da cultivar, fertiliade do solo.

- entrada de luz
Influencia a vida útil das folhas, a rapidez entre a deiscência do pólen e a sua germinação. Por conseguinte o tempo até que chegue aos ovários, ocorra a fecundação, multiplicação celular e aumento do tamanho das células, ou seja, o aumento de tamanho do fruto.

- arejamento
Influencia as condições que favorecem o desenvolvimento dos fungos.

- problemas fitossanitários do tomateiro
fungos, tais como o mildio, a podridão cinzenta (botritis).
pragas, tais como mosca branca, afídeos, ácaros, lagarta mineira das folhas e outras lagartas.
vírus e nemátodes.

A figura pretende mostrar o perfil de uma planta em processo de vingamento de fruto e crescimento do fruto.





Dado que a cultura se desenvolve em condições atmosféricas de elevada humidade, pouca luz solar, temperatura amena a baixa, alguns problemas fitossanitários começam a surgir. Neste caso trata-se de mosca branca das estufas (Trialeurodes vaporariorum).



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A mosca-branca é uma das pragas mais conhecidas no mundo e está presente em praticamente todas as regiões agrícolas. Tecnicamente não se trata de uma mosca, pois é um hemíptero, mesma ordem dos afídeos, e não díptero que é a ordem das moscas comuns. Uma regra prática para não confundir é o número de asas: hemípteros têm quatro asas enquanto que dípteros têm duas.
Existem duas espécies bastante conhecidas como pragas, Bemisia tabaci e Bemisia argentifolii. A segunda é conhecida por ser mais destrutiva e resistente a certos inseticidas.A mosca-branca é muito pequena, medindo de 1 a 2 milímetros e tem coloração de branca a amarelo-pálido, os olhos são negros e se destacam no corpo do inseto. Quando está em repouso, mantém as asas fechadas, parecendo haver um par somente. Não se move rapidamente sendo de fácil captura, no entanto tem grande capacidade de dispersão pela quantidade de ovos, 200 em média por fêmea, e pela ação do vento como agente dispersante.
Prefere climas mais secos, onde são maiores sua longevidade e fertilidade.Os danos causados pela mosca-branca são, além da sucção de seiva que enfraquece as plantas, o deposito de toxinas que provocam crescimento desuniforme dos tecidos vegetais. Ainda, assim tal como os pulgões, a mosca-branca também expele as substância açucarada não assimiladas pelo seu organismo e deposita sobre a folha e permite assim o desenvolvimento de fumagina, um tipo de fungo saprófita (cor escura) que forma uma barreira fisica impedindo a fotossíntese nas plantas.
Outro dano, talvez o mais importante em algumas culturas, é o fato de esta praga ser transmissora dos vírus Begomovírus e do VMDF (vírus do mosaico dourado do feijoeiro).

A mosca branca infesta muitas espécies de plantas conhecidas, como tomateiro, feijoeiro, soja, brocolis e diversas ornamentais. Também é encontrada em plantas daninhas presentes em jardins, terrenos baldios e cultivos comerciais.

O controle de mosca-branca em grande escala é realizado via aplicação de inseticidas. Em áreas menores como de hortaliças e ornamentais sugere-se o controle preventivo. A aquisição de plantio isento da praga, eliminação rápida de plantas atacadas e restos culturais de outras culturas são ações que evitam a infestação por mosca branca.

Também podemos utilizar armadilhas de coloração amarela, em lona, plástico, etiquetas, etc., untadas com óleo. Estas devem ser colocadas entre as plantas, na mesma altura das plantas presentes no local.

Existem diversos inimigos naturais de mosca-branca, são várias espécies de percevejos, lixeiras, besouros e vespas. Há, ainda, espécies de parasitóides dos gêneros Encarsia, Erectomecerus e Amitus. Realizando prevenção e/ou controle químico racional, podemos manter e até aumentar a presença desses inimigos naturais de mosca branca.

Os produtos químicos de síntese a aplicar, homolgados para a produção integrada são:
- pimetrozina
- bifentrina
- lambda-cialotrina
- imidaclopride
- tiametoxane
- ........

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Plantas com interesse na protecção das culturas

O Homem necessita da Natureza para sobreviver. A interacção entre ambos deve ser profícua e dinâmica. Todavia, por força da génese do Homem, a relação desenvolvida desvirtua-se da original e desemboca em problemas. A necessidade de produzir para saciar a fome, rapidamente superou a simples necessidade de sobreviver, e atingiu através troca de bens transacionáveis, num espaço de mercado. A transição de bens directos, para a regulação do mercado pela lei da oferta e da procura gerou ao longo da história, fases bem conhecidas.
A produção de legumes, frutos, flores, sementes, resulta de uma cultura, de uma planta que para atingir o objectivo tem que crescer, desenvolver, aumentar a biomassa, até ao ponto de colheita. Neste período, as culturas tem naturalmente alguns inimigos, fungos e pragas (artrópodes, bactérias, virus e nemadodes).
A forma que os agricultores têm em lidar com os problema que assolam as culturas. Para tal, recorrem a diferentes estratégias, nomeadamente ao uso de armadilhas, a técnicas culturais, a produtos químicos de síntese, a produtos com origem em extractos de plantas, etc.

Gostaria de introduzir na estratégia de protecção, duas plantas para combate a algumas pragas.
- calêndula (Calendula officinalis)
(http://www.portaldojardim.com/pdj/2007/04/04/as-calendulas-sao-maravilhas)
- Chagas ou capuchina (Tropaeolum majus)
http://www.portaldojardim.com/pdj/2007/05/08/as-chagas-ou-capuchinhas

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Árvores estão a dar frutos fora de tempo

Consequências das alterações climáticas


"Estão a nascer goiabas e araçás nos pomares da Terceira. É a segunda vez que as árvores produzem frutos este ano."


Fonte:Diário Insular


O araçá (Psidium cattleianum) e a goiaba (Psidium guajava L.) são espécies frutícolas de origem tropical, de folha perene, apresenta alguns fluxos de crescimento ao longo do ano, sendo que o ritmo é pautado pelas condições edafo-climáticas a que está sujeito. Associado ao fluxo de crescimento vegetativo está a floração após a árvore desenvolver um conjunto de processo fisiológicos induzidos por um estimulo. A temperatura amena e a humidade do solo, são provavelmente os dois factores que induzem a floração.

Em condições normais ocorrem dois períodos de floração ao longo do ano. O perído de referência está sincronizado com as condições climaticas prevalecentes dos Açores. A colheita principal ocorre cerca de 90 a 150 dias após a floração, e em função da altitude, esta pode ocorrer ora no final de Agosto até ao final de Setembro ou mesmo ínicios de Outubro. A segunda colheita irá ter lugar na estação invernal, pode ocorrer em Janeiro ou até mesmo em Feveiro, dependente do regime térmico do local onde se encontra.


Parce-me portanto que, dizer com algum espanto que os araçás estão a produzir duas vezes, não faz qualquer sentido, se conhecermos a origem e o comportamento fenológico da espécie. Não pretendo dissecar as razões subjacentes a tais informações pouco precisas e fora de contexto.

As alterações climáticas estão a chegar aos Açores, tal como a outras latitudes, no entanto, não do modo como se quer fazer crer. Em boa verdade, as alterações climáticas, induzem ao encurtamento da estação de crescimento, à antecipação da colheita (aplica-se à cultura da vinha, araçás, maçãs, entre outras frutos) devido ao aumento da temperatura, média e principalmente a máxima.

Quanto à afirmação referindo-se ás árvores em que diz, "podem não resistir a esse esforço excessivo por falta de energia", não faz sentido visto que se trata de uma espécie que tem folha durante todo o ano, de modo que o balanço de energético é sempre positivo uma vez têm capacidade de fotossintetizar, produzindo energia sob a forma de hidratos de carbono e o sistema radicular encontra-se activo, não havendo, por isso lugar a um depauperar energético.

Este ano de 2007, quer os araças quer as goiabas (cultivar branca ou vermelha) produziram muito bem, e para que tal ocorra novamente este ano, é importante dedicar alguma atenção à poda, como forma de proporcionar renovação da copa e com isso, mais flores e mais frutos.











Foto:
http://umamadordanatureza.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de abril de 2007


Eryobotria japonica, fruteira espontânea nos Açores, frutos em número de 8 a 12 por rácimo. Frutos adocicados quando maduros, ou seja bem amarelos.
Fruteira cultivada sem quaisquer cuidados, isto é, sem qualquer tratamento. No entanto sofre de ataques de mosca de fruta ou dita também mosca deo mediterrâneo, Ceratitis capitata.
Provavelmente seria uma fruta com interesse se for enxertada, tratada e podada.
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terça-feira, 3 de abril de 2007

Inauguração do Blog - Agricultura Insular

Tomei a iniciativa de abrir este blog com porpósito de criar um espaço, ainda que virtual, onde se pretende debater, partilhar e divulgar ideias, opiniões e observações sobre a politica regional, nacional e europeia, o CRESA do nosso governo Regional, entre muitos outros assuntos de interesse dos colaboradores.